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Cachoeira (BA): Terreiro de candomblé denuncia invasão

Atualizado: 16 de Jun de 2020

"Chegaram com uma violência tremenda. Homens armados atirando pra cima, quebrando assentamentos e cortando todo arame que protege a área do terreiro". É o que conta Antônio Santos, o Pai Duda de Candola, do terreiro Ilê Axé Icimimó Agunjí Didê, em Cachoeira, no Recôncavo baiano.


Em vídeo divulgado nas redes sociais, Pai Duda explica que os responsáveis pela invasão se identificaram como funcionários da empresa Penha Papéis e Embalagens, sediada em Santo Amaro da Purificação, cidade vizinha a Cachoeira, que alegam que a terra seria de posse da empresa. Essa é a 4ª vez que o terreiro é invadido.


O terreiro lê Axé Icimimó Agunjí Didê é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado, desde 2014, pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e também é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Em nota publicada nas redes sociais, o terreiro partilhou que já informou a situação para a Superintendência do Iphan na Bahia, Ministério Público, Defensoria Pública da União, IPAC, SEPROMI e MPF.


Confira o vídeo na íntegra:





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