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Campanha estimula população a
fiscalizar contas pública
Programa Meio Ambiente e Recursos Hídricos:
Eleições
para a recomposição do Comitê da Bacia Hidrográfica
do Rio São Francisco
CURIOSIDADE...
Os
Comitês de bacia e participação
Planejamento
2005
Rapidinhas
Créditos
Notícias
da AATR
Boletim
Informativo da Associação de Advogados de Trabalhadores
Rurais
no Estado da Bahia Fevereiro/Março de 2005 - Nº
23
Campanha
estimula população
a fiscalizar contas públicas
QUEM
NÃO DEVE NÃO TEME, esse é o lema da campanha,
desenvolvida por entidades da sociedade civil, que visa atrair a
atenção dos baianos para seu papel ativo na transformação
social. O maior objetivo é comunicar a todos os recantos
da Bahia que é direito de todo cidadão e toda cidadã
fiscalizar as contas públicas do ano anterior, sejam elas
das prefeituras ou câmaras municipais. Está na lei,
artigo 31 parágrafo 3º da Constituição
Federal que diz ainda que as contas municipais ficarão disponíveis
nas câmaras municipais, entre os meses de abril e junho.
A garantia
de que a campanha chegará aos 417 municípios baianos
será o envio da Petição da Cidadania Ativa
para todos os promotores do estado e ao Procurador Geral de Justiça.
A Petição visa sensibilizar todos os Promotores e
Promotoras de Justiça do estado a garantir efetivamente o
acesso da população às contas municipais, impedindo
as possíveis atitudes autoritárias por parte dos gestores
públicos, isto é, prefeitos e vereadores. O movimento
segue a estratégia da Força Tarefa Popular que tem
gerado bons resultados no Piauí, iniciativa do advogado José
Arimatéia em 1999, que vem ampliando a participação
da sociedade piauiense no combate à corrupção.
Além
da petição, a campanha chegará às cidades
através de um kit que inclui cartaz, folder, cartilha, CD
e modelos de petição e representação.
A idéia é que a campanha seja abraçada pelo
maior número de pessoas e possa se multiplicar por todo o
estado. Afinal, a divulgação dessas informações
tem o propósito claro de contribuir para o fortalecimento
da democracia e impedir a malversação dos recursos
públicos no país. Portanto, todo cidadão sério
tem interesse na campanha, afinal quem não deve, não
teme.
Para
apoio e divulgação as entidades farão uma rede,
o mais capilarizada possível, de colaboradores que possam
servir como referência para o impulso local das atividades.
A ocupação de veículos alternativos de comunicação,
a exemplo de rádios comunitárias, boletins informativos,
carros de som etc., será fundamental. A sociedade civil deve
conquistar espaço de veiculação do material
informativo nos diversos meios e incentivar a organização
de mutirões locais para acessar as contas municipais.
A campanha
Quem não deve não teme é uma iniciativa
da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais
(AATR), Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), Espaço
de Participação Social (ESPASSO), Federação
de Órgãos para a Assistência Social e Educacional
na Bahia (FASE/BA) e Movimento de Organização Comunitária
(MOC), mas a história dessa rede de articulação
tem muito a ver com a trajetória do saudoso professor Elenaldo
Teixeira, da UFBA que deixou uma contribuição importante
para a organização social brasileira. "O controle
social vai além da mera fiscalização",
afirmava Elenaldo. Para ele, "não se trata de simples
operação técnica de apurar irregularidades
formais ou mesmo indícios de fraudes. Na realidade, a atividade
de fiscalização, prestação de contas
e acompanhamento faz parte do processo de controle social".
O lançamento
da campanha será no dia 21 de março de 2005, a partir
das 16:30 horas, no auditório Raul Chaves da Faculdade de
Direito da Universidade Federal da Bahia, com endereço à
Rua da Paz, s/nº, Graça, Salvador-BA.
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Programa
Meio Ambiente e Recursos Hídricos
ELEIÇÕES
PARA A RECOMPOSIÇÃO DO COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA
DO RIO SÃO FRANCISCO
O
processo de recomposição do Comitê da Bacia
Hidrográfica do rio São Francisco será iniciado
a partir deste mês. Nessa oportunidade, serão eleitos/as
os/as representantes dos segmentos dos usuários, da sociedade
civil e do Poder Público que atuarão nos próximos
anos no Comitê.
Os
Comitês de Bacia são a concretização
dos princípios que regem a gestão de águas
no Brasil trazidos pela Lei 9.433/90 - a Lei Nacional de Recursos
Hídricos. A lei estabelece que a gestão das águas
será necessariamente descentralizada e participativa. Isso
significa que a contribuição da população
- povo, sociedade civil organizada, usuários, ONG's, movimentos
populares etc. - é fundamental na definição
do destino das águas do rio. A participação
popular, princípio estruturante do Direito Ambiental (Art.
225, CF/88), não deve se limitar à fiscalização
dos procedimentos ambientais, mas compreender, principalmente, a
formação da vontade decisória em todos os âmbitos.
Dentro
dessa lógica, tal dimensão ganha destaque no Comitê
da Bacia Hidrográfica do São Francisco por se tratar
da gestão das águas do rio que representa 60% das
reservas de água do nordeste brasileiro e que está
sendo alvo de sérias ameaças: sua degradação,
que já é muito preocupante, e os danos potenciais
se concretizado o projeto de transposição de suas
águas para outras bacias.
Destaque-se
que, em Plenária realizada em Salvador, em 2004, o CBHSF
rejeitou o Projeto de Transposição do Governo Federal
("Projeto de Integração de Bacias do Rio São
Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional")
ao consentir o aproveitamento hídrico para fora da Bacia
apenas e exclusivamente para abastecimento humano e animal.
A composição
atual do CBHSF conta com 120 membros, sendo 60 titulares e 60 suplentes.
No total, tem 40% de representantes de usuários, 34% do Poder
Público, 26% da sociedade civil. A Bahia possui 12 vagas
distribuídas por todos os segmentos.
Os
atuais representantes Comitê avalia que sua última
composição "não contempla adequadamente
as comunidades indígenas, uma vez que existem 22 comunidades
em toda a Bacia com apenas uma vaga. Além disto, O Comitê
não contempla, de forma alguma, a representação
dos Quilombolas, que não possuem vagas específicas.
A representação das mulheres é também
insuficiente, uma vez que dos 120 membros, não chega a 10
o número de mulheres, o que representa menos de 10% do total.
Acontece que para mudar esta situação é necessário
participar e fiscalizar as ações do Comitê."
O calendário
das plenárias eleitorais já foi definido. Informe-se
e participe!
10/05
Salvador Poder Público Municipal
11/05
Juazeiro Usuários(pesca/hidrovia/indústria/abastecimento.1)
12/05
Barreiras Usuários (irrigação.1)
13/05
Bom Jesus da Lapa Sociedade Civil
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CURIOSIDADE...
Os Comitês de bacia e participação
Embora
existam, atualmente, 100 comitês de bacias hidrográficas
e mais de 40 consórcios intermunicipais de bacias:
-
70% dos brasileiros dizem jamais ter ouvido falar dos comitês;
-
Apenas 29% afirmaram ter ouvido falar. Entre estes, 92% não
conhecem ninguém que participe de um comitê de bacia.
"Estes
dados são extremamente perturbadores, tendo em vista que
os comitês de bacias, além de não serem poucos,
são a forma de a sociedade participar da gestão e
conservação dos recursos hídricos", disse
Samuel Barreto.
E não
é por falta de interesse: 65% dos entrevistados declararam
estar dispostos a "participar de um grupo para decidir sobre
o uso da água no local onde mora, ou fazer trabalho voluntário
para proteção da água", e 76% participariam
de campanhas e abaixo-assinados para recuperação de
mananciais e uso responsável da água.
CONCLUSÕES:
1)
Quanto maior é a renda e a escolaridade dos entrevistados,
menor preocupação com o consumo e disposição
em ajudar a resolver os problemas.
2)
O brasileiro demonstra uma visão distorcida quanto aos responsáveis
pelo maior consumo de água. Aponta a indústria como
maior consumidora, quando a agricultura é quem consome em
média 70% dos recursos utilizados.
3)
88% das pessoas entrevistadas acreditam que o Brasil vai sofrer
problemas de abastecimento de água a médio ou longo
prazo, e 74% concordam em pagar um pouco mais pela água,
desde que estes recursos sejam usados para a proteção
dos recursos hídricos.
4)
Os jovens estão entre os mais dispostos a participar da conservação
dos recursos hídricos, mas isto parece distante de sua realidade
e eles não sabem como participar. Isto demonstra que somente
informação não basta. É necessário
criar caminhos para a sua participação.
5)
O brasileiro não conhece os mecanismos de participação
que estão à sua disposição na defesa
das bacias hidrográficas, já que 70% nunca ouviram
falar de comitês de bacias. Entre os 29% que ouviram falar,
2/3 demonstrou não saber para que servem os comitês.
Fonte:
http://www.wwf.org.br/amazonia/default.asp?u=/informa/noticias.asp?action=detailymlyitem=424
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Planejamento
2005
Nos
dias 14 e 15 de fevereiro foi realizado o Planejamento anual da
AATR, com a participação da equipe técnica
e dos estagiários. De início foi destinado um momento
para a auto-avaliação da equipe, onde foram enfocados
os pontos fortes e fracos de cada um de seus membros, bem como,
sua colaboração com a entidade durante o ano de 2004.
Esse momento foi bastante rico e de fundamental importância,
permitindo a coletivização de anseios e perspectivas
de todos, tendo sido elementares as palavras do poeta Thiago de
Mello ao dizer: É tempo sobretudo de deixar de ser
apenas a solitária vanguarda de nós mesmos
Logo
após, fora destinado um tempo maior para a avaliação
de equipe em torno das atividades e projetos da entidade, tanto
do ano de 2004 quanto para 2005. Todos os pontos colocados foram
discutidos e encaminhados.
Quanto
à discussão em torno dos projetos, por conta do limite
de tempo e da demanda surgida a partir da avaliação
de equipe, fora proposto um segundo momento específico para
sua realização, ainda em aberto.
Um
dos encaminhamentos desse Planejamento diz respeito à urgência
da ampliação da equipe de estagiários já
neste primeiro semestre. Dessa forma, deliberou-se que, uma nova
seleção será realizada até a segunda
quinzena do mês de março, com o início dos novos
estagiários na entidade em abril.
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RAPIDINHAS
Políticas Públicas - Nos dias 25, 26 e 27 de
fevereiro, aconteceu a 1º etapa da turma de Políticas
Públicas em Alagoinhas. Devido à proximidade dos meses
de abril e maio e o lançamento da Campanha Quem não
Deve não Teme optamos condensar neste primeiro momento os
assuntos do módulo 1º - organização do
estado e instrumentos de participação - com o 3º
- fiscalização das contas publicas.
Seminário Terras Públicas - Acontece nos dias
17, 18 e 19 de março, na Faculdade de Direito da UFBA, o
Seminário Terras Públicas na Bahia, que procura estabelecer
uma articulação entre os movimentos populares da Bahia
(urbanos e rurais) com o objetivo de promover um grande debate acerca
das Terras no Estado, principalmente diante do novo Cadastro Nacional
de Terras Públicas, o qual terá como objetivo fazer
uma radiografia da situação fundiária do país,
bem como promover a regularização fundiária
das terras públicas. Este cadastro pode representar um verdadeiro
perigo de legalização da Grilagem, como também
pode ser um espaço para que os movimentos sociais possam
exercer um verdadeiro controle na política de gestão
destas Terras públicas, aumentando a possibilidade de uma
distribuição justa da Terra, garantido desta forma
os direitos dos remanescentes de Quilombos, Comunidades de Fundo
de Pastos, agricultores familiares, e dos trabalhadores sem terra.
Trabalho Escravo - Com o objetivo de formação
e articulação da sociedade civil para o combate e
prevenção ao trabalho escravo, ocorreu em 20 de fevereiro,
em Vitória da Conquista, o primeiro encontro preparatório
para o lançamento da Campanha Estadual de Prevenção
e Combate ao Trabalho Escravo.
Seminário do MOC - Em 21 de fevereiro, a AATR participou
do Seminário Regional sobre Análise de Conjuntura
e Perspectivas da Região para 2005 promovido pelo MOC, em
Feira de Santana. O seminário pretendia resgatar experiência
das entidades existentes na região e constituir uma oportunidade
de discussão e avaliação política regional
para identificação e definição de ações
setoriais estratégicas a serem priorizadas e implementadas,
em 2005, pelo conjunto dos atores políticos institucionais
do semi-árido.
Seleção de Estágio - A AATR seleciona
dois novos estagiários para a partir de abril integrarem
sua equipe técnica.
Lançamento das Obras Completas de Warat No dia
11 de março, no CEPAIA, aconteceu o Lançamento das
Obras Completas do professor Luis Alberto Warat. Na semana anterior
a AATR promoveu pré-estréias na Universidade Católica
de Salvador, Faculdades Jorge Amado e Universidade Estadual de Feira
de Santana onde foram discutidos diversos temas. As obras completas
podem ser adquiridas na sede da AATR.
Lançamento
da Campanha "Quem não deve não teme"
- No dia 21 de março aconteceu o lançamento da Campanha
"Quem não deve não teme" no auditório
Raul Chaves da Faculdade de Direito da UFBA. O evento contou com
a participação das entidades promotoras e parceiras
da Campanha, além da presença do Controlador Geral
da União, Waldir Pires, integrantes do Ministério
Público Estadual e do advogado Arimatéia Dantas da
Força Tarefa Popular do Piauí, grupo que iniciou a
experiência da "Petição da Cidadania Ativa".
O
início do evento contou com uma homenagem ao Professor Elenaldo
Teixeira, precursor do debate sobre o controle social das políticas
públicas em nosso meio, que encampou uma batalha durante
os últimos anos de sua vida contra a corrupção,
sempre em defesa da participação popular no poder
local.
A
"Petição da Cidadania Ativa" foi entregue
formalmente à Procuradora Sara Mandra Souza (representando
o Procurador - Geral, Dr. Aquiles Siquara), que leu o comunicado
deste em resposta à Petição, firmando o compromisso
do Ministério Público com a Campanha, o que culminou
na Recomendação editada pelo Procurador - Geral aos
membros do Ministério Público, garantindo o acesso
dos cidadãos às contas públicas.
Além
do lançamento da Campanha em Salvador, ocorreram lançamentos
em Irecê no dia 01 de abril, Santa Maria da Vitória,
dia 12/04 e Caitité no dia 16/04. Na região Sul, mais
precisamente em Ilhéus, houve um debate no dia 24/04 a respeito
da Campanha com a participação de várias entidades
da região.
A
Campanha ganhou visibilidade e notoriedade em vários espaços,
notadamente na mídia escrita. Essa visibilidade pode ser
observada também através das demandas que vêm
surgindo no tocante à realização de oficinas
sobre o tema nas diversas regiões do Estado, o que, de certa
forma, contempla o intuito dessa Campanha.
Além
de outras oficinas, está prevista uma Caravana de Fiscalização
nas cidades de Rio Real, Alagoinhas e Conde entre os dias 03 e 06
de maio.
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Créditos:
Textos:
Equipe de Estagiári@s da AATR Clarissa, Gabriella,
Isac e Kênia
Contatos: Sítio www.aatr.org.br
E-mail: aatrba@terra.com.br
Tel/Fax: (71) 3329-7393
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