de
Eder Luis Santana
Na
tarde dessa terça-feira, representantes do Ministério
Público do Trabalho estiveram reunidos com membros da Polícia
Federal para elaborar um termo de cooperação que
possibilite a criação de uma estrutra estadual de
combate ao trabalho escravo.
Atualmente,
muitas denuncias deixam de ser apuradas pela lentidão nos
serviços do Grupo Móvel do Ministério do
Trabalho e Emprego, que demora até um mês para atender
os chamados na Bahia.
"Precisamos
ter estrutura própria para estarmos mais presentes nas
micro regiões do estado onde é necessário
o combate efetivo", afirma Vírgina Sena, procuradora
regional do trabalho.
Ela
acredita que ainda esse mês o termo seja finalizado e possa
entrar em vigor. Mais de 50 denúncias estão sendo
apuradas pelo Ministério Público do trabalho em
todo Estado.
Embrião
- Segundo o vice-coordenador nacional do combate ao trabalho escravo,
Jairo Sento Sé, a idéia é criar uma força-tarefa
que possa atuar nas regiões com maior núero de denúncias,
como na proximidades de Barreira e Juazeiro.
"Ainda
estamos em caráter embrionário. Essa reunião
é o passo inicial para estabelecermos estratégias",
afirma.
A
iniciativa ocorre um mês após ter saído a
primeira sentença condenatória na Bahia na qual
a Justiça Trabalhista obrigou uma empresa e um fazendeiro
a pagarem indenização por danos morais pela prática
de trabalho análogo ao escravo.
Em
3 de novembro, a juíza Alice Maria Santos Braga, titular
da Vara do Trabalho de Barreiras, na região oeste, acatou
a reclamação dos trabalhadores Antonio Rodrigues
Paé, 37, e Inácia Cordeiro, 43, contra a empresa
Roda Velha Agroindustrial Ltda, localizada no município
de São Desidério, e o fazendeiro José Leite
Filho de Barreiras.
Cada
um dos ex-funcionários teve direito a uma indenização
de R$ 9.275,00. Os acusados já apresentaram recurso junto
ao Tribunal Regional do Trabalho para invalidar ou reduzir o valor
estipulado na sentença.
Os
trabalhadores receberam apoio da Associação dos
Advogados Trabalhistas Rurais da Bahia(AATR). "Essa sentença
foi o reconhecimento jurídico dessa causa", comemora
Pedro Diamantino, advogado da AATR.
Saiba
onde denunciar
0800-710990
- Ministério Público do Trabalho
328-4672 - Pastoral da Terra
329-7393 - AATR
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